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Como fazer um currículo em 2026 (sem cair nos erros mais comuns)

Toda a gente chega a este momento pelo menos uma vez: ficheiro em branco aberto, cursor a piscar, e a pergunta óbvia que ninguém te ensinou a responder na escola. O que é que se põe aqui, exatamente?

A boa notícia é que um currículo bom não precisa de ser criativo, nem bonito, nem cheio de ícones coloridos. Precisa só de estar organizado, ser claro e mostrar o que interessa sem obrigar quem lê a andar à procura. É basicamente isto que vamos resolver aqui.

As secções que realmente precisas

Esquece modelos com oito secções diferentes. Um currículo funcional tem quase sempre estas cinco partes, por esta ordem:

Se tiveres certificações relevantes ou voluntariado que ajude a candidatura, entram no fim. Hobbies e interesses pessoais, salvo raras exceções, não acrescentam nada. Ocupam espaço que podia estar a mostrar resultados concretos.

O que escrever em cada secção

No perfil profissional, o erro mais comum é escrever generalidades que servem para qualquer pessoa: "profissional dinâmico e motivado, com espírito de equipa". Isto não diz nada. Em vez disso, escreve o que realmente fazes e há quanto tempo: "Assistente administrativa com 6 anos de experiência em faturação e apoio ao cliente em ambientes de elevado volume." Já dá para perceber quem és em duas linhas.

Na experiência profissional, cada função deve ter o cargo, a empresa, as datas, e três ou quatro linhas ou pontos sobre o que fizeste. O truque que faz mais diferença: sempre que possível, mete números. "Geri a faturação de clientes" diz pouco. "Geri a faturação de uma carteira de 120 clientes ativos" diz muito mais, e é o tipo de frase que um recrutador lê em dois segundos e retém.

Na formação, ordem cronológica inversa (mais recente primeiro), e não precisas de detalhar disciplinas a não ser que sejam relevantes para a vaga. Nas competências, sê específico: em vez de "informática na ótica do utilizador", escreve as ferramentas concretas que dominas: Excel, Primavera, Salesforce, o que fizer sentido para a tua área.

Os erros que mais se repetem

Depois de ver muitos currículos, há um punhado de erros que aparecem vezes sem conta:

Word, PDF ou modelo pronto?

Para enviar por email ou anexar a uma candidatura online, PDF é a escolha mais segura: mantém a formatação em qualquer computador. Mas vale a pena guardares sempre a versão editável em Word, porque vais precisar de ajustar o currículo consoante a vaga, e ninguém quer estar a reconstruir um PDF do zero cada vez que aparece uma candidatura nova.

Quanto a modelos prontos: se estás a pensar em usar o Europass, vale a pena ler primeiro este artigo sobre as vantagens e limitações do formato antes de te decidires.

E se já tiveres um currículo mas continuar sem resposta?

Aqui entra uma coisa que a maioria das pessoas não sabe: muitas empresas, sobretudo as maiores, não têm um humano a ler cada currículo que chega. Usam um sistema (chamado ATS) que faz uma primeira triagem automática. Um currículo mal estruturado, com tabelas complicadas ou pouco alinhado com as palavras-chave da vaga, pode nunca chegar a ser visto por uma pessoa, mesmo que o teu percurso seja excelente.

Se já reescreveste o teu currículo várias vezes e continuas sem respostas, o problema pode não estar na tua experiência. Pode estar na forma como o documento está estruturado.

É exatamente esse problema que resolvemos.
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